sábado, 30 de setembro de 2006

Feriado Municipal de Ponte de Lima

A preferência manifestada, à proposta feita, e que permitiu a participação de 30 de Setembro a 31 de Outubro, foi:

Melhor dia para Feriado Municipal de Ponte de Lima

4 de Março - 51% - 35 preferências

20 de Setembro - 49% - 33 preferências

total votos: 68

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-20 de Setembro, estabelecido em 1911, e ligado à festividade a Nª S.ª das Dores e às Feiras Novas?

-4 de Março, dia da outorga, por D. Teresa, em 1125, do Foral que fez vila o lugar de Ponte?

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Musa do Teatro Diogo Bernardes



A encimar a fachada principal, do Teatro Diogo Bernardes, encontra-se uma estátua representativa de uma das nove musas da Mitologia Grega (segundo a classificação do poeta grego Hesíodo), irmãs "gémeas", nascidas da união de Zeus com a deusa da memória, Mnemósine.

Creio tratar-se de Melpómene, a da Tragédia, muito semelhante, na simbologia, a Talia, a da Comédia, e por isso confundível com a mesma. Para além da posição do rosto, mais altivo em Talia, é a forma de abertura da boca, da máscara que sempre as acompanha, o que melhor as distingue.

sábado, 23 de setembro de 2006

TEATRO DIOGO BERNARDES - PANO DE BOCA




Este pormenor do pano de boca do Teatro Diogo Bernardes, já reflectindo o desgaste imenso que o tempo, alguns desastres, e os enormes estragos que repinturas, supostamente com o intuito de o recuperar, lhe provocaram, apenas no dá uma ideia da obra que Eduardo Reis (1859(?)-1924), aqui numa fotografia de 1903, efectuou, por encomenda da Empresa do Teatro de Ponte do Lima.
Esta Empresa, inicialmente constituída por 153 accionistas que repartiam, em quantidades que variavam entre a 1 e as 100, as 700 acções em que foi dividido o capital inicial de sete contos de réis, e que rapidamente se constatou ser insuficiente para a prossecução do projecto, tinha sido formalizada entre 1892 (os estatutos foram aprovados em assembleia geral realizada em 23 de Outubro) e 1893, com a escritura de constituição publicada no Diário do Governo, n.º 29 de 6 de Fevereiro, e a eleição dos seus primeiros corpos gerentes, a 19, do mesmo mês.
As obras de construção do edifício, contratadas em 1893, decorreram, inicialmente, até 1896.
Eduardo Reis era já um grande cenógrafo, com obra repartida entre Portugal e o Brasil. Mas, ao que parece, era ainda melhor boémio, um dos mais famosos da Lisboa, do seu tempo.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Inauguração do Teatro Diogo Bernardes


Quis a Empresa do Teatro de Ponte do Lima inaugurar a sua casa de espectáculos no dia 19 de Setembro de 1896, um sábado, primeiro dos três dias das festividades e feiras anuais em honra de N. S.ª das Dores.
Contratou a Companhia de Ópera Cómica Portuguesa, dirigida pelo actor Francisco Cruz, para quatro récitas, repartidas pelo já mencionado dia 19, e pelos dias 21, 22 e 23, segunda, terça e quarta-feira, respectivamente. Pôs os bilhetes à venda no estabelecimento do Sr. Lobato, até às seis horas da tarde do dia dos espectáculos, e de noite no bilheteiro do teatro, com preços individuais de 140 a 500 réis, e desconto de 10% para os assinantes.
E, no dia 19, às 8 horas da noite, com casa repleta, muita gente trajando de gala, tendo todos assistido, "de pé, ao descerramento do pano de boca, que representa uma vista do Lima, - areal, ponte, margens pitorescas e casario do outro lado, e uma larga perspectiva dos montes - em que se nos revela o mérito superior e pugantes aptidões artísticas de Eduardo Reis"1, e após ovação "ruidosa ao som do hino nacional2 executado pela orquestra"1, passou-se à primeira representação no palco, à italiana, do novo teatro, com Os Sinos de Corneville, adaptação livre de Eduardo Garrido, da famosa ópera cómica, francesa, em 3 actos e 4 quadros, da autoria de Robert Planquette (música), Clairville (pseudónimo de Louis François Nicolaie) e Charles Gabet.
Na segunda-feira, dia 21, representou-se a primeira peça de autores portugueses, a ópera cómica em 3 actos, O Burro do Sr. Alcaide, de Gervásio Lobato e D. João da Câmara, com música de Cyriaco de Cardoso.
No dia 22, novamente o teatro francês, com a opereta Os 28 dias de Clarinha, original de Hippolyte Raymond e Antony Mars, com música de Victore Roger.
A encerrar o programa da inauguração, no dia 23, quarta-feira, subiu à cena O Moleiro d'Alcalá, ópera cómica, em 3 actos e 4 quadros, de Eduardo Garrido e música do maestro francês Justin Clérice.
1- A Semana, ano V, n.º 229, 24 de Setembro de 1896.
2- Atribuído a D. Pedro IV, que o terá composto no Brasil, onde era Príncipe Regente, dedicado à primeira Constituição Liberal Portuguesa, aprovada em 22 de Setembro de 1822, e que a partir de Maio de 1834 se transformou no Hino Nacional, só substituído pela "A Portuguesa", na sequência da implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

A PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DAS DORES, NAS FEIRAS (NOVAS) DE PONTE DE LIMA

Fotografia de Amândio de Sousa Vieira, do livro Feiras Novas, 1826-2006, pág. 320.

Por iniciativa do Pároco da freguesia de Santa Maria dos Anjos, da vila de Ponte de Lima, Padre Carlos Martins Pinheiro (actual Bispo Emérito de Dume e Auxiliar de Braga), em 1956 é reintroduzida a Procissão de Nossa Senhora das Dores, desde então realizada na segunda-feira, geralmente, a partir de 1954, o último dia dos festejos, consagrado às cerimónias religiosas.
O jornal Cardeal Saraiva, de 27 de Setembro, desse ano, informava que no dia 17 - em 1956, os festejos decorreram do dia 14 (sexta-feira) a 17 (segunda-feira) e, ainda, a 20 (quinta-feira e dia de feriado municipal) - "saiu uma pomposa procissão (...) como outrora se realizava, agradando plenamente pelo seu variado e impecável figurado (...)".
Recorde-se que os três dias de feira tinham sido solicitados em 1825, e autorizados em 1826, tendo como pretexto o culto a Nossa Senhora das Dores, que já então se realizava na Igreja Matriz de Ponte de Lima.
Bibliografia: Vieira, Amândio de Sousa - Feiras Novas, 1826-.2006, Ponte de Lima, 2006.

Provisão a autorizar as feiras (novas) de Ponte de Lima


(D. João VI e seus filhos, Infanta Isabel Maria e D. Pedro IV.)

A Provisão, de 1826, a autorizar os três dias de feira, em 19, 20 e 21 de Setembro, de cada ano, solicitados pelos moradores de Ponte de Lima, em 1825, não se encontra, ao que sabemos, no Arquivo Municipal, onde só existe, no livro de 1819-1829, o registo exarado a 7 de Junho de 1826 e, curiosamente, referindo o nome de D. João (VI), como responsável pela concessão. Infelizmente, o original parece ter desaparecido, como muitos outros documentos.
A primeira transcrição pública que da mesma conhecemos, na sua parte principal, deve-se a António Amorim, e está inserida na revista Gente Minhota, de Setembro de 1926. De idêntico teor é a cópia incluída no Almanaque de Ponte de Lima, de 1927 (com impressão concluída somente a 31 de Outubro de 1928). Ambas, se a memória não nos falha, referem D. Pedro IV como monarca titular, à data da concessão da mercê, o que nos leva a concluir que, possivelmente, o original era localizável em Ponte de Lima, ainda nessa época, ou que alguém teve, então, acesso ao registo existente na Torre do Tombo.
Embora Miguel Roque dos Reis Lemos já em 1879, no Commercio do Lima, n.º 208 de 19 de Novembro, tenha referido que "as feiras francas anuais denominadas de Novas (...) datam do ano de 1826, criadas por alvará régio de 5 de Maio", nada mais esclarece, pelo que é impossível determinar se, ele, terá consultado o original ou a transcrição existente nos livros municipais.
No livro de Amândio de Sousa Vieira, Feiras Novas - 1826-2006, que foi apresentado a 5 de Maio do corrente ano, vem, na página 13, fotografia, obtida na Torre do Tombo, do registo do documento (na Chancelaria de D. Pedro IV), no Livro 6 - Fólio 23, confirmando o nome de D. Pedro IV. Ainda, na mesma obra, na página seguinte, é reproduzido o registo da Provisão, existente no Arquivo Municipal de Ponte de Lima, e se lembra, o que, aliás, o Padre Manuel Dias tinha já feito no Anunciador das Feiras Novas de 1989, que o governo, na altura da autorização das feiras (novas), "era assegurado por um Conselho de Regência, presidido pela Infanta D. Isabel Maria, filha de D. João VI".
De facto, muito embora o período de grande instabilidade que a governação do país atravessava, e das enormes incertezas que ainda subsistem acerca de alguns acontecimentos dessa época, é consensual que a 6 de Março de 1826 é nomeado um conselho de regência presidido pela Infanta D. Isabel Maria e que, oficialmente, D. João VI falece a 10 do mesmo mês. Dez dias depois, a Regência reconhece D. Pedro (então Imperador do Brasil), como legítimo rei de Portugal, o quarto desse nome, e manda passar todos os diplomas do Governo em seu nome. E embora este tenha abdicado, condicionalmente, a 2 de Maio, a favor da sua filha D. Maria da Glória , futura rainha D. Maria II, nascida em 1819, e, então, com 7 anos, a regência continua, em seu nome, até 1828, altura em que D. Miguel toma o poder.
Assim, a atribuição a D. Pedro IV da Provisão a autorizar as feiras (novas) é, no nosso entender, correcta, não descartando que, na prática, a mesma foi concedida pela Regência de D. Isabel Maria. O aparecimento do nome de D. João, no registo da Provisão existente no livro municipal, é, claro, um anacronismo, cujas verdadeiras motivações parecem ter de ficar, para sempre, por revelar.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A IMPRENSA DAS FEIRAS NOVAS



O Arauto das Feiras Novas é a primeira publicação anual dedicada às feiras que, desde 1826, em Ponte de Lima se realizam, associadas aos festejos a Nossa Senhora das Dores, estes, ao que se sabe, vindos dos finais do século XVIII.
Da responsabilidade de Eduardo de Castro e Sousa, também proprietário e director do jornal Rio Lima, surgido no último dia de 1922, e que, na opinião de Júlio de Lemos, "era um gráfico muito inteligente e provada disposição de localista", O Arauto das Feiras Novas é editado, pelo menos, durante 13 anos consecutivos, de 1926 a 1938.
Volvidos nove anos, em 1947 e, novamente, em 1948, Augusto Amorim de Castro e Sousa, filho de Eduardo de Castro e Sousa e Laura Caldas de Amorim, publica O Anunciador das Feiras Novas. Homem ligada à imprensa, quer como tipógrafo quer como colaborador e correspondente de vários jornais locais e nacionais, onde se inclui o jornal República, Augusto Castro e Sousa legou-nos, ainda, os livros, "Nas Horas Livres da Minha Profissão" e, em colaboração com António Soares Correia, "Elucidário Regionalista de Ponte de Lima".
Em 1984, num gesto louvável e revelando grande capacidade empreendedora, desprendimento e espírito de sacrifício, Alberto do Vale Loureiro fez ressurgir O Anunciador das Feiras Novas - título mantido em homenagem ao seu mestre de artes gráficas, Augusto Castro e Sousa - desde logo com importante colaboração de cariz histórico e cultural, só aflorados nas modestas publicações anteriores, e que, com crescente interesse e consequente impacto, tem sido todos os anos publicado e vem preenchendo, com dignidade, um assinalável espaço.
O número XXIII, de 2006, está já disponível, recheado de colaboração diversificada, a vários níveis.
Bibliografia :
- Lemos, Miguel Roque dos Reis - Anais Municipais de Ponte de Lima, Ponte de Lima, 1938
- Vieira, Amândio de Sousa - Feiras Novas - 1826-2006, Ponte de Lima, 2006.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

NO OMBRO O ORVALHO


É considerável a bibliografia de Amândio Sousa Dantas, iniciada em 1983 com "Sentimento de Ausência".
Neste novo título, com a chancela das Edições Ceres, o 11.º do autor, reforça-se o pendor filosófico da sua obra, deixando-nos, amiúde, versos de forte conteúdo, servidos com inegável imaginação poética.
Fiel aos seus princípios, continua a fazer da natureza - entendida como alma mater - a bitola moral de todos os comportamentos e sentimentos.
Com olhar contemplativo, pensando os enigmas, a certeza incerta, o tempo entre a semeadura que em nós, de nós, e por nós fazemos, aguardando, com o saber (não o sabendo) que colheita (d)aí advirá, abre-nos um espaço de angústia e esperança, de labuta e remanso, de confiança e receio, num derivar entre a alegria e a tristeza, mostrando-nos as variações permanentes de um mundo-ser em constante conflito, representando agora a máscara da tragédia e no instante seguinte a da comédia.
E por dentro de uma aparente nostalgia, saudosismo e pessimismo, fim de acto, fim de peça, irrompem, como renascer de fénix, panfletários, imparáveis, sarcásticos, os purificadores dardos e flechas, arremessados do arco de um mundo adormecido, mas não perdido, ferindo-nos o comodismo, as facilidades enganadoras de uma existência uniformizada, apelando à nossa lucidez e revolta.
Existe, talvez, demasiada generosidade nesta obra, o que lhe retira alguma unidade, mas isso não impede que ela seja, creio, de enorme valia.

domingo, 10 de setembro de 2006

O MÊS DAS FEIRAS NOVAS


ANAIS MUNICIPAIS DE PONTE DE LIMA


Esta obra, conforme consta na mesma, "acabou de se imprimir nas Oficinas da Tipografia Gutenberg, Limitada, em Viana do Castelo, a 16 de Setembro de 1938, - véspera das Festas do Concelho de Ponte de Lima", sendo o texto base, da autoria de Miguel Roque dos Reis Lemos (Viana do Castelo, 1831-1897), considerado concluído em 1887, e com aditamentos, solicitados pela Câmara Municipal de Ponte de Lima, responsável da edição, ao neto do autor, Júlio de Lemos (Ponte de Lima, 1878 - Viana do Castelo, 1960), acrescendo informação até Junho de 1938.
No "Calendário limarense de Setembro", do jornal Cardeal Saraiva, n.º 1524, de 7 de Setembro de 1950, é mencionado que o livro Anais Municipais de Ponte de Lima apareceu a 17 de Setembro de 1938, um sábado e primeiro dia das Feiras Novas, desse ano. O mesmo jornal, no seu n.º 1.140, de 13 de Outubro de 1938, informava já estar à venda nas livrarias os Anais Municipais de Ponte de Lima.
A publicação desta obra, que é ainda hoje de consulta obrigatória para todos os que se debruçam sobre a história de Ponte de Lima, e da qual, entretanto, já surgiram a 2ª. e 3.ª edição, respectivamente, em 1977, Câmara Municipal de Ponte de Lima, e 2003, Rotary Clube de Ponte de Lima, ambas revistas e actualizadas por António Matos Reis, parece não ter sido muito bem aceite por alguns meios influentes, apesar de iniciativa do próprio Município. Mas isso é assunto que prometemos confirmar ou desmentir, mais tarde.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Painéis de Jorge Colaço

(fotografia de Amândio Vieira)


PAINÉIS DE JORGE COLAÇO




No último dia das Feiras Novas de 1940, domingo, 22 de Setembro, e incluído nas comemorações do Duplo Centenário (da Fundação (1140) e da Restauração (1640)), que decorreram em Portugal de Junho a Dezembro desse ano, foram descerrados, em Ponte de Lima, dois painéis, de azulejos, da autoria de Jorge Colaço (1868-1942), um na Torre de S. Paulo e outro, aqui reproduzido, no exterior da Igreja Matriz.
Jorge Colaço, nasceu em Tânger, Marrocos, onde seu pai era vice-cônsul de Portugal. Estudou em Madrid e Paris e, no nosso país, desenvolveu actividade como pintor e azulejador, onde se distinguiu, existindo obra sua em várias partes do mundo, da Estação de São Bento, no Porto, ao Palácio de Windsor, em Inglaterra . Passou pelo jornalismo, como humorista e caricaturista, sendo, por exemplo, director artístico do "Suplemento Humorístico", do jornal O Século, e fundador do jornal Thalassa. Também é conhecida a participação de Jorge Colaço na criação teatral. Faleceu, em Caxias, Oeiras, em 1942, passados 23 meses e um dia da inauguração dos seus excelentes painéis, que enriquecem e dignificam Ponte de Lima.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

O FERIADO MUNICIPAL
Aproveitando o ainda recente decreto com força de lei, de 12 de Outubro de 1910, que concedia às câmaras poderes para fixar um dia de feriado por ano, escolhido entre os dias representativos das festas tradicionais e características do concelho, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Ponte de Lima, em sessão de 13 de Julho de 1911, "deliberou considerar feriado dentro da área do concelho, o dia 20 de Setembro, de cada ano, por ser o de maior concorrência e luzimento das festas e feiras francas tradicionais de Nossa Senhora das Dores, realizadas nesta vila nos dias dezanove, vinte e vinte e um daquele mês"
Esta decisão é alterada, em sessão de 17 de Outubro de 1912, que transfere o feriado para 10 de Setembro, e as feiras (novas) para 9, 10 e 11 do mesmo mês.
Em 1915, a 2 de Setembro, é decidido repor as feiras (novas) a 19, 20 e 21 de Setembro e o feriado a 20 de Setembro.
Está assim o feriado municipal, desde sempre, relacionado com as Feiras Novas, com estas, obviamente, a assumir o estatuto de festas concelhias, pelo menos desde 1911.
Com a passagem das Feiras Novas para o terceiro fim de semana de Setembro, a partir de 1937, o dia feriado podia não coincidir com um desses dias, muito embora, mesmo quando não contínuo, e em alguns anos, ele continuar a ser incluído nos festejos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

FEIRAS NOVAS


Estamos no mês de Setembro, mês das Feiras Novas, com a duração de três dias, que Ponte de Lima viu autorizadas por Provisão de 5 de Maio de 1826, da Chancelaria de D. Pedro IV, correspondendo à petição que os moradores da vila haviam endereçado no ano anterior, ainda no reinado de D. João VI, e para engrandecimento da Festividade a Nossa Senhora das Dores, que aí se realizava, ao que se conhece, desde os finais do séc. XVIII.
Era comum, em localidades onde já existia feira, e a de Ponte de Lima é referida no Foral de 1125 de D. Teresa, e quando outra era autorizada, geralmente ligada a festividades, chamar à última de nova. Em Ponte de Lima o termo permaneceu, acabou por se impor e titular, justamente, as festas concelhias.
Amândio de Sousa Vieira, no seu livro Feiras Novas 1826-2006, permite-nos visitar toda a história das Feiras Novas, através de mais de duas centenas de textos e de 800 ilustrações.
Fruto de laboriosa recolha, de muitos anos, e uma criteriosa e honesta pesquisa, que permite desfazer imprecisões e mostra a festa com todo o rigor, exuberância, tradição e beleza.
É, na definição feliz de Daniel Campelo, "a Bíblia das Feiras Novas", ou uma "obra monumental", como lhe chamou, na apresentação, o escritor e historiador Luís Dantas.