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quarta-feira, 20 de julho de 2016

EM FESTA

EM FESTA


José Sousa Vieira


      No início do ano de 1903 (jornal Vida Nova, Viana do Castelo, 1903.01.27), fruto de “grandes e importantes melhoramentos”, o Hotel Marcos, em Ponte de Lima, passou a Grande; a Grande Hotel Marcos.
      Conhecida ainda na primeira metade de 1904, da responsabilidade dessa designação, é editada uma colecção que incluiu 20 postais ilustrados, “com esplêndidos pontos de vista” (jornal A Aurora do Lima, Viana do Castelo, 1904.05.04) da vila e da qual reproduzimos aqui o n.º 5, a Avenida D. Luiz Filipe, em festa.


 De qual festa, e em que ano foi obtido o registo fotográfico, nada podemos asseverar, salvo o a que nos obriga o conhecimento de que o espaço, ainda em obras, ter sido inaugurado a 8 de Outubro de 1901. Seguro é a imagem não poder ser posterior à data de impressão e a festa, faltando melhor referência, permitir alguma variedade, mesmo na mesma estação. Por aquela avenida passavam distintos festejos.
   O mesmo não é possível, quanto a celebração, com o outro postal aqui copiado, incluído em uma nova série, também publicação do Grande Hotel Marcos, da mesma avenida e com idêntico enquadramento, de que temos notícia desde 06 de Junho de 1908 (jornal O Commercio do Lima, Ponte de Lima), e que refere expressamente as festas e feiras em Setembro (as “Feiras Novas”). Permanece a incerteza do ano. No entanto, atendendo ao desenvolvimento do arvoredo, parece fácil constatar a maior juventude do de mais recente impressão.





quinta-feira, 27 de junho de 2013

Avenida dos Plátanos - A História Viva


             

 Na sequência do prolongamento entre os Terceiros e a Guia do cais submersível, da zona ribeirinha de Ponte de Lima, viria a nascer, com as obras principais a decorrer de 1901 a 1903, a Avenida dos Plátanos, sucessora, mais crescida, da Avenida do Pomar.
 Foi inaugurada a 8 de Outubro de 1901, com o nome de D. Luís Filipe, conforme decisão do executivo municipal, de 5 do mesmo mês, ao tomar conhecimento da visita que esse Príncipe, em viagem de recreio pelas províncias do Norte, faria a esta localidade.
 A mão-de-obra, de ambos os sexos, terá sido local, as pedras  da velha muralha da vila e a areia estavam por perto, o mobiliário urbano chegou do Porto, da Companhia Aliança, assim como o arvoredo, da Real Companhia Hortícola-Agrícola Portuense.
            Com o advento da República mudou de nome, para 5 de Outubro, voltou, no fascismo, ao nome original, e, com o 25 de Abril, recuperou o de 5 de Outubro, mas o povo já a tinha alcunhado: dos Plátanos, e com acerto. De facto, os plátanos são a sua verdadeira grandeza, e mesmo, desde 1940, árvores de interesse público, gozando, portanto, de um estatuto idêntico ao património construído classificado.
           

domingo, 8 de outubro de 2006

8 de Outubro de 1901


Encantatória fotografia, da autoria de Amândio Sousa Vieira, da Avenida dos Plátanos (Avenida 5 de Outubro), em Ponte de Lima, nos anos 90, do século XX.
Esta avenida, inaugurada a 8 de Outubro de 1901, com o nome de D. Luís Filipe (que, em viagem pela província, e com 14 anos de idade, assistiu à mesma), já, então, jurado príncipe herdeiro, foi iniciativa do executivo municipal, presidido pelo Dr. Luís da Cunha Nogueira, e culminava um projecto, diversas vezes reformulado, de 1899.
Na sua construção tiveram papel esforçado muitas mulheres, e esse namoro gerou, fruto de abundante suor e lágrimas, a reconhecida beleza deste espaço limiano, em relação idêntica à que A. de Almeida Fernandes uniu D. Teresa e a Vila de Ponte .