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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Para a história dos Bombeiros de Ponte de Lima

 


Para a história dos Bombeiros de Ponte de Lima

 


Em 1894, no primeiro dia das “feiras novas”, 19 de Setembro, aproveitando a “comemoração do 6.º aniversário da sua instalação”, os bombeiros de Ponte de Lima procederam a inauguração da “nova casa da associação, à rua de D. Pedro” [Pinheiro].

Presentes nos festejos, iniciados com a recepção à Banda dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, que com a Banda dos Artistas de Ponte de Lima abrilhantaram os mesmos, estiveram, também, as corporações dos bombeiros do Porto, Braga, Viana do Castelo e Arcos de Valdevez. Depois da missa solene, na Igreja Matriz, em honra de N.ª Senhora das Dores, “padroeira da benemérita associação”, em cortejo, todos se dirigiram à nova casa dos bombeiros.

“Terminado o acto de instalação no espaçoso edifício”, teve lugar uma sessão em que, entre outros, e repartida entre a manhã e a tarde desse dia, falaram o padre Celestino Vale, o Dr. Reis, o padre Augusto Santos, Domingos Tarroso, Severino de Faria.

  Entre diversas manifestações festivas, depois, no “largo do Dr. António de Magalhães…em dois elegantes pavilhões, levantados aos lados do marco fontenário e artisticamente ornamentados com festões de plantas trepadeiras, principiavam as duas músicas, cada uma por sua vez, a executar as melhores peças do seu abundante e escolhido reportório, e a intervalos subiam ao ar girandolas de foguetes, de variadas e ofuscantes colorizações.” (…)

  (A Semana, n.º 127, 27 de Setembro de 1894)

(Crédito da imagem: Pormenor de desenho de Celso Hermínio, em O Phantasma, n.º 13 – Ponte do Lima, 7 Outubro, 1894 (proprietário e ilustrador Alfredo Mâncio)).


quinta-feira, 26 de maio de 2016

À moda do Minho

Histórias do Lima

José Sousa Vieira


Em Dezembro do ano de 1903, durante a visita de D. Afonso XIII, Rei de Espanha, e integrada nos festejos, então organizados, parte de Lisboa iluminou-se, na noite de domingo, dia 13, à moda do Minho.
     D. João da Câmara (Ocidente, n.º 899) escreveu que poucos iriam ao baile e jantares do paço; só os mais felizes arranjariam lugar para a toirada e quase igual a uma sorte grande era uma cadeira para a récita de S. Carlos. A desforra dos humildes estava nas faladas iluminações.
    E essas iluminações deram mesmo muito falar, principalmente as oriundas do norte: as da praça do Marquês do Pombal, à moda de Ponte de Lima (e a elas ligadas vai-se por aqui, através dos tempos, mencionando o nome de Gonçalo Pereira); na Avenida as de Santo Tirso e na Praça dos Restauradores as de Viana do Castelo. Resume o agrado o Diário Ilustrado (n.º 11060, 14 de dezembro de 1903) referindo que qualquer dos três sistemas deslumbrava a vista da grossa massa de povo que enchia aquele vastíssimo terreno…
   E nem Rafael Bordalo Pinheiro, mais tarde verberando o tratamento dado aos iluminadores nortenhos (que esta pequena notícia do Diário Ilustrado, n.º 11064, explica e corrobora: os pobres trabalhadores de Viana do Castelo, que estiveram quinze dias em Lisboa, preparando as iluminações da Avenida da Liberdade, continuam a pedir o que se lhes deve, afim de poderem regressar às suas terras), antecipando e caturrando o êxito, as deixou de evocar entre as suas mordazes ilustrações, como podem verificar (A Paródia n.º 48, de 10 de dezembro de 1903).

(Publicado na revista Nova Limiana, n.º 45, ABR/MAI/JUN 2016)
  

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Semana Santa ...

SEMANA SANTA …

     Não terá passado de um malfeito ao orgulho dos limarenses a difundida, e confundida, narração de que, para honrar uma importante visita, os de Ponte de Lima realizaram as cerimónias da Semana Santa em Agosto.
    Certo é que, entre outras, com prova em O Cosmorama – Almanaque de O Sorvete para 1902, Sebastião Sanhudo (1851-1901), que em Ponte de Lima nasceu, a plasmou na sua irónica heráldica, e o Conde d’Aurora (1896-1969) a grafou no Roteiro da Ribeira-Lima, metendo a Rainha D. Maria II no caso.  
   Ora, até ao momento, não enxerguei qualquer prova, e a ocorrência de Semana Santa em Agosto dá para outras localidades (exemplo, Águeda) e países (Brasil, ver jornal O Globo, de 5 de Maio de 1877)*.
   Fiquemos com o trabalho de Sebastião Sanhudo e, para todos, Boa Páscoa (ou Bom Agosto).



*Em Agosto de 2011, durante as Jornadas Mundiais da Juventude, Espanha mostrou a  “Semana Santa”, condensando em Madrid a sua tradição nacional, com a bênção do Papa Bento XVI.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ponte de Lima


domingo, 24 de março de 2013

A Semana Santa

numa ilustração, de 1907, do limarense Alfredo Cândido:

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Neste dia, há 106 anos

Lisboa, 1 de Janeiro de 1907. Um novo número da revista Brasil.-Portugal é publicado. A capa, mais uma vez, é ilustrada pelo limarense Alfredo Cândido


terça-feira, 20 de março de 2012

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

MADALENA MARTINS VENCE POPs








A criadora limiana Madalena Martins venceu o POPs (Projectos Originais Portugueses) que, em segunda edição, a Fundação de Serralves organizou. Recebendo mais de 300 participações, foram seleccionadas 27 para integrar a Mostra. De entre os projectos, destes 27 criadores, um júri constituído por Odete Patrício – Fundação de Serralves, Catarina Gagliardini Graça - Sonae Sierra, Joana Queiroz Ribeiro – Unicer, Fernando Brízio – Designer, José Manuel dos Santos – EDP e Maria João Vieira Pinto – Marketeer, poderia, ou não, escolher um vencedor. A decisão do júri, divulgada no dia 28 de Outubro, premiou Madalena Martins e o seu projecto Bicho Sete Cabeças, representado, na Mostra, pelo Penso-Rápido para Viaturas Feridas e Sardinha.









quarta-feira, 30 de junho de 2010

MARIA DE PONTE


"Os elementos que servem de base a este trabalho já estavam presentes em criações anteriores, como a dos Cabeçudos e Gigantones das Festas tradicionais de Ponte de Lima. É o mesmo mundo onírico, as mesmas nuances, o mesmo estilo decorativo na abordagem das temáticas regionalistas. Há nesta figura, Maria de Ponte, para lá da intensidade interior da autora, o registo de factos humanos, dos meandros da vida quotidiana, da alegria da luz solar. Trata-se de uma concepção poética sugerida pela cor, forma, relevo e ritmo, na evocação da mulher das nossas bandas em dia de feira e de luminárias. Podia ser de outro jeito, mas foi assim observada: encorpada, redonda, olhos esbugalhados de espanto, riso largo e matreiro ao correr do beiço, rosto afogueado, traje pitoresco, arrecadas em forma de coração. Bem se vê que está ali uma minhota desamarrada, não para sachar milho ou ir ao rabisco, mas para viver os usos e costumes, os ritos pagãos e religiosos, como a Vaca das Cordas e as Procissões, para se divertir na romaria, beber meia malga de vinho, dançar o vira, cantar à desgarrada e viajar, ida e volta, na garupa de um garrano.


Luís Dantas"



A legitimidade criadora de Madalena Martins está comprovada em variados trabalhos. Esta Maria de Ponte, descrita e rescrita apropriadamente pela verve do Luís Dantas, é uma recriação arguta dos elementos mais identificadores do nosso universo efectivo e afectivo - é o Minho limiano a emergir natural e fantástico e a seduzir-nos, apelando a nossa atenção e carinho.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Limiana entre os melhores




A empresa da designer limiana Madalena Martins acaba de ver premiado o seu trabalho criativo. Verifique em http://www.zain.pt/bebeaba.html.

terça-feira, 30 de junho de 2009

CRIADORES LIMIANOS

Aqui estão dois recentes e eloquentes exemplos de criatividade, com arte e inteligência, de dois dos mais significativos artistas limianos, Madalena Martins (Sebastianas) e André Rocha (Feiras Novas):




segunda-feira, 21 de abril de 2008

D. Carlos, por Alfredo Cândido

[a argúcia do caricaturista]

domingo, 2 de março de 2008

A DITADURA DE JOÃO FRANCO (1907-1908)



A liberdade apunhalada, o parlamento triturado, um rei dúplice, que escuta e se alheia, o "Zé Povinho", acariciado pelo republicano Afonso Costa debaixo do olhar, enternecido, do dissidente monárquico José de Alpoim, tudo isto encaixou Alfredo Cândido na cabeça de João Franco, caricaturando a situação política da época. É uma abordagem próxima da de outro ponte-limense, António Feijó, que já figura neste sítio.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006


Este espaço acaba de receber um magnífico presente: uma ilustração de Catarina Dantas , para o "Milagre de Natal".
Aqui, muito agradecido, a reproduzo, para além de a incluir junto ao "Milagre de Natal".