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quarta-feira, 3 de maio de 2023

FIGURAS LIMIANAS DE RICARDO FERREIRA

 


FIGURAS LIMIANAS

DE RICARDO FERREIRA

 

As Figuras Limianas, de Ricardo Ferreira, são o seu espelho de recordação. Quando, em 2014, o Ricardo me informou que iria começar a revelar os seus trabalhos intuí (que é forma resumida de afirmar que já, de há muitos anos, conhecia o seu gosto artístico) a sua terra, recriada pelas suas mãos em labor de risco e cor, a ser favorecida. A sua presença nas redes sociais, as exposições realizadas, para surpresa de muitos, vieram confirmar a sua marca.

Agora, de forma mais persistente, pinta personalidades ligadas ao seu berço, em mescla de história e memória. Figuras de quem se habituou a ouvir falar, sobre quem foi lendo e aprendendo, mas, também, outras figuras notáveis com quem ainda conviveu. E é tudo isto, com a grandiosidade, generosidade e visão ampla que a distância permite, que o Ricardo Ferreira nos mostra.

                                                                                                                       
                                                                                                                                             José Sousa Vieira


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Ponte de Lima: "para início da Biblioteca Municipal"



Na sessão, da Câmara Municipal de Ponte de Lima, realizada em 15 de Outubro de 1891*, a que estiveram presentes o Conde de Calheiros, Francisco Lopes de Calheiros e Meneses (Presidente), Dr. João do Nascimento Reis da Costa (Vice-Presidente), os Vereadores José Antunes da Silva Faria, Plácido Pereira de Araújo, Alípio de Abreu Pereira Maia e João Evangelista da Silva e o Secretário da Câmara, Casimiro Augusto Alves Pereira, no “1.º Orçamento Suplementar ao Ordinário do Corrente Ano de 1891” foi lançada uma verba de 66.856 réis, como despesa facultativa e “para aquisição de publicações para início da biblioteca municipal, encadernação do dicionário «Portugal Antigo e Moderno» - de Pinho Leal e compra dos dois restantes volumes e de uma estante para arrumação das referidas obras e das que de futuro se adquirirem.”
  Poderá ter sido a primeira vez que a intenção de criar uma biblioteca municipal era manifestada, com confirmação, na sessão de 26 do mês seguinte, na aprovação do Orçamento para 1892, que consignava 150.000 réis “para compra de livros, assinaturas de publicações e encadernações das mesmas para a Biblioteca Municipal.”

* - No n.º 95 do jornal O Commercio do Lima, Ponte de Lima, 06 de Junho de 1908, António Oliveira, no texto Biblioteca Popular, escreve que "Tempo houve em que as câmaras municipais foram obrigadas a inscrever nos seus orçamentos uma determinada verba para custeio das bibliotecas municipais. … Mas tudo isso foi sol de pouca dura, porque essa legislação teve apenas a duração das rosas de Malherbe.(…)". Não conseguimos, até agora, datar a referida legislação.
 
Fonte: AMPL - Livro de Actas da Câmara Municipal de Ponte de Lima, 1891.02.17 – 1892.12.15

Na imagem: o edifício da Câmara Municipal de Ponte de Lima, num desenho de Justino Vaz Valente (Ponte de Lima, 1898-1954)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

Ponte de Lima, numa iniciativa orientada para os jovens, associa-se a este dia, trazendo até às nossas bibliotecas os escritores Bernardete Costa e Cláudio Lima.
Foi a 15 de Novembro de 1995 que a Conferência Geral da UNESCO deliberou instituir esta comemoração. A escolha da data – 23 de Abril – baseou-se na antiga tradição catalã em que, neste dia, os homens oferecem, às suas damas, uma rosa vermelha de São Jorge, recebendo, em troca, um livro.
Igualmente, neste dia, em 1616, faleciam dois dos maiores vultos da literatura: Miguel de Cervantes e William Shakespeare, que, assim, são também homenageados.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

PARA A HISTÓRIA DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA.





O jornal Democracia do Lima, no seu n.º 38, de 2 de Outubro de 1921, revelava que António Feijó “legou a maior parte da sua livraria à Câmara Municipal deste concelho”.
A notícia foi transmitida ao P.e Araújo Lima por Mercedes Feijó, filha do poeta, então em Portugal, e vinha enriquecer o património livreiro do Município de Ponte de Lima, que já tinha sido contemplado, anteriormente, com a doação de Policarpo da Gama de Araújo e Azevedo, em 1913.
Poucos meses depois da morte de António Feijó, ocorrida em Estocolmo, Suécia, a 20 de Junho de 1917, deliberou, a 27 de Fevereiro de 1918, a Comissão Administrativa Municipal de Ponte de Lima, “mandar abrir brevemente ao público a sua pequena biblioteca, ordenando desde já a imediata catalogação dos volumes existentes”*.
Para esse trabalho, como arquivista , foi escolhido “o amanuense municipal, Sr. P.e Manuel José Vieira da Cunha”*.



Ilustração:(Arquivo Municipal de Lisboa) Fotografia de António Serôdio, de 1959, da Biblioteca Pública existente no Jardim António Feijó (homenagem da Vereação de 1925 da Câmara Municipal de Lisboa) no Largo dos Anjos, em Lisboa.

Fontes: Castro, Lopo de, Uma Arca Encarnada de Mercedes Feijó, 1989.
Jornais Democracia do Lima e O Commercio do Lima*.