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domingo, 1 de junho de 2014

1 de Junho de 1938

   
     Na data em que nascera, 1 de Junho, Ponte de Lima inaugurou em 1938 o Monumento a António Feijó (1859-1917). Já, há mais de 10 anos, os seus restos mortais, e os de sua esposa, tinham sido trasladados da Suécia para Portugal e na sua terra natal e cemitério municipal estavam tumulados.
    O Monumento erigido na Praça da República, iniciativa do Padre João Inácio de Araújo Lima merecedora de diversos apoios e a importante participação municipal, é um “belo desenho do arquitecto Paulo Carvalho Cunha[1], apreciável obra de granito, executada sob a direcção de José Manuel Lopes e seus operários da terra do insigne Poeta António Feijó, e aonde assenta um admirável busto em bronze, trabalho do Mestre Teixeira Lopes.”[2]




[1] Tendo sofrido alteração, retomou a sua forma original durante a presidência de João de Araújo Pimenta.
[2] Castro, Eduardo, O Arauto das Feiras Novas, Ano 13.º, 1938.
                                                                            Fotografia: José Marinho

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

HOJE -



EM MONÇÃO:
















EM PONTE DE LIMA:


quarta-feira, 4 de março de 2009

DIA DE PONTE DE LIMA


O maior vulto da cultura ponte-limense, o Cardeal Saraiva, recebe hoje, tarde mas a tempo, um justo reconhecimento do Município. Figura de bronze em trono de granito, a sua pequena pátria acolhe-o com enlevo e gratidão.
Também um nome grande das letras nacionais, António Manuel Couto Viana, um vianense que a Ponte de Lima tem dedicado páginas de apaixonado encantamento, vê correspondido o seu afecto com a atribuição, pelo nosso Município, da sua Medalha que, sem desmerecimento dos outros contemplados, é justamente entregue, ainda, a um dos seus mais brilhantes filhos – o Dr. Amadeu Pimenta.
É justo realçar, igualmente cotejando este dia, o aparecimento de um bonito livro, edição do Município de Ponte de Lima, texto de Sandra Rodrigues e ilustração de Raquel Santos, Teresa e a Coroa do Tempo, que explorando um formato já conhecido, a enorme capacidade que os sonhos nos facultam de, torpedeando a lógica da nossa existência, viajar livremente no tempo, abre a porta da história local, de forma ligeira, aos mais novos.
Feliz iniciativa, a merecer continuidade e apuramento.

sábado, 9 de agosto de 2008

CATÁLOGO DO MUSEU DOS TERCEIROS


O Município de Ponte de Lima abriu a colecção permanente do restaurado Museu dos Terceiros, mostrando-a num atractivo catálogo.
Faz as honras da casa o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Daniel Campelo, que nos apresenta os responsáveis e convida à visita. Acompanha-nos, resumindo a história do local, o Coordenador do Mute, Prof. Doutor Carlos A. Brochado de Almeida, ficando a elucidação de 119 peças da exposição permanente do Museu, de cariz sacro, a cargo do Dr. José Velho Dantas que, em profundo e cuidado trabalho de investigação, nos leva a melhor compreensão das mesmas, ajudados pelas fotografias de Amândio de Sousa Vieira.
Nas 232 páginas, dos altares e retábulos ao mobiliário e azulejos, da pintura à escultura, das alfaias litúrgicas à bandeira processional, do livro de estatutos às medalhas, da xilogravura aos tinteiros e areeiros e sinetes, tudo nos atrai e desperta o interesse a novas presenças em espaço que, com renovada dignidade, acolhe tão significativos valores artísticos e culturais.

sábado, 1 de março de 2008

GUERRA JUNQUEIRO

É conhecida a ligação de Guerra Junqueiro a António Feijó e a sua estadia profissional no Alto Minho, como Secretário-Geral do Governo Civil de Viana do Castelo, cidade onde encontra aquela que seria a sua esposa.
Guerra Junqueiro (1850-1923), a sua relevância cultural e política, dispensa apresentação. António Feijó (1859-1917), de modo crescente, é um nome que deixa pouca indiferença.
De Feijó, são várias as cartas, dirigidas a Luís de Magalhães (1859-1935), referindo Guerra Junqueiro, também amigo de Magalhães que, mais tarde, defende empenhadamente, na sequência da prisão deste, por implicação, em 1919, na “Monarquia do Norte”, contribuindo, com a autoridade de republicano granjeada a partir do ultimato inglês de 1890, de forma decisiva para a sua libertação.
Em algumas dessas cartas são referidas as visitas de Guerra Junqueiro ao concelho de Ponte de Lima. Por exemplo, a 20 de Abril de 1884, Feijó relata, lamentando mais uma doença, uma “terrível inflamação das goelas”, encontrar-se “arreliadíssimo com estas coisas” por estar “à espera do Junqueiro” para irem “fazer uma digressão pelas terras vizinhas atrás de alcatifas e retábulos de capelas”. E confessa, a Luís de Magalhães, que “ele tem aparecido por aqui frequentes vezes” o que lhe “tem valido para exercitar a língua, enferrujada como espada que não sai da bainha para não assassinar algum destes bárbaros que por aqui me rodeiam”. Em 22 de Outubro, do mesmo ano, em nova carta, diz que “esteve aqui o Ramalho Ortigão (1836-1915) com o Guerra Junqueiro” e foram passar o dia a Refoios, “a casa do descobridor das telas de Rafael...”, “uma valente estopada mas o sítio é encantador e havia um certo apetite”. “O descobridor das telas de Rafael” era Tomás Mendes Norton, então proprietário do Convento de Refoios, que hoje serve a Escola Superior Agrária, pai do futuro General Norton de Matos, um dos mais relevantes filhos de Ponte de Lima, e a “descoberta”, como reconhece José Norton, em “Norton de Matos – Biografia”, Bertrand Editora, Lisboa, 2002, quimérica fantasia “à volta de azulejos e quadros do convento”. Mas, como também estamos com “um certo apetite”, fiquemos por aqui, referindo que o autor da caricatura de Guerra Junqueiro, que ilustra este texto, é Alfredo Cândido (1879-1960), nosso patrício, que a acompanha, fruto do seu fervoroso republicanismo, e zangado com a proposta de Guerra Junqueiro de manutenção do azul e branco na Bandeira Nacional, com prosa verberante (a esta questão da “nova bandeira” voltaremos, pois ela envolve outro nome estimado em Ponte de Lima: Delfim Guimarães).

[As cartas estão no Vol. I de “António Feijó – Cartas a Luís de Magalhães", INCM, Lisboa,2004]

sábado, 9 de dezembro de 2006

77 MARAVILHAS DE PORTUGAL - A NOSSA PONTE

















A exemplo da iniciativa mundial que em 07/07/2007, em Lisboa, vai anunciar a escolha das “7 Maravilhas do Mundo”, entre os monumentos previamente seleccionados e propostos à votação em que todos podemos participar, também o nosso país, em processo idêntico e na mesma data, irá revelar, de entre os 21 monumentos finalistas, quais são as “7 Maravilhas de Portugal”.
Já se sabe que Portugal não terá nenhuma das 7 maravilhas mundiais. É conhecido que o Alto Minho não figurará na lista das maravilhas do país. Certo que, como em qualquer processo de selecção prévia, os métodos utilizados são discutíveis, mas os efeitos, claro, previsíveis — principalmente a maior valorização económica das regiões com monumentos “maravilhosos”, atraindo o chamado turismo cultural.
Deixando de lado as “Maravilhas do Mundo”, os promotores da iniciativa para Portugal convidaram 7 peritos que dos 793 monumentos nacionais estavam encarregados de nomear 77. Posteriormente, o que a organização designou como “Conselho de Notáveis”, um conjunto de 77 personalidades reunindo gente respeitável e gente “colunável”, gente de poder e gente de saber, escolheu os finalistas que aguardam o veredicto popular.
Como já se escreveu, o Alto Minho não terá nenhum monumento “maravilhoso”. Apesar de entre os 77 nomeados estarem a Igreja de Bravães (Ponte da Barca), a Misericórdia de Viana do Castelo, o Palácio da Brejoeira (Monção) e a Ponte sobre o Lima (Ponte de Lima), não entendeu o “Conselho de Notáveis” ser nenhum deles merecedor de passar a finalista. Pelo menos ficamos a saber que, no critério dos peritos, a nossa velha ponte (que na realidade são duas) está entre os 77 mais apreciáveis monumentos nacionais.

(Fotografia de Amândio de Sousa Vieira)